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Posts tagged ‘gabi duvivier’

Caminhozinho – minha visão enquanto tabuleiro.

10/26/2009

gabiduvivier

Por Gabriela Duvivier

Caminhozinho – minha visão enquanto tabuleiro.

Ao meu ver Caminhozinho torna visível os caminhos invisiveis aos olhos: os caminhos para o encontro. Cada um de nós com nossas vidas tão turbulentas e atarefadas vive isolado, uma ilha num vasto oceano. Neste jogo as ilhas se encontram em arquipélogos.

Caminhozinho é o jogo do encontro, e por isto, também é o jogo da despedida.

O tabuleiro é a testemunha calada que presencia na suas costas as idas e vindas, momento a momento, quando os caminhantes surgem ao tocar seu corpo e somem, desaparecendo no espaço.

Apesar de aparentemente passiva a pessoa-tabuleiro ocupa um lugar essencial, o palco, onde tudo se manifesta, sem ela o jogo não acontece. Mas para que os intérpretes-jogadores possam realmente traçar nas suas costas os encontros e separações, o tabuleiro tem que estar vazio.

Isto não é fácil, e talvez seja até pedir de mais do público que vem assistir ao espetáculo. Para mim, ser o tabuleiro é o mais difícel: simplesmente escutar esta dança que acontece nas suas costas, esta dança da existência, entre o ser e o deixar de ser. O caminho que se percorre de um ponto a outro, este caminho temporal, efêmero que todos nós percorremos, deixando para traz rastros de diversas formas, caminhos invisíveis aos olhos.

Caminhozinho deveria se chamar, pequeno caminho do nascimento à morte. Mas isto é apenas a visão de um simples tabuleiro como eu. O que voce vai achar pode ser diferente. Então que tal uma partida? Quer ser o tabuleiro?

Diário (Terra UNA, fevereiro)

03/28/2009

nadamguerra

Sexta, 13/fev/09
Retomamos o projeto com uma imersão em Terra UNA
Viajem, chegada.

Sábado 14/fev
Relembramos os procedimentos básicos do caminhozinho, jogo em que uma pessoa é o tabuleiro e os demais traçam um caminho em seu corpo:
Entradas: portal ou semente
Estar: caminho ou ponto
Saídas portal ou semente
Provamos o caminhozinho com o tabuleiro deitado e com o tabuleiro sentado abraçado a uma bola

Domingo, 15/fev
Fizemos novas sessões de caminhozinho ressaltando a “personalidade” individual de cada dedo com alterações de ritmo e contrastes mais marcados.
Ao final do encontro provamos fazer caminhozinho emitindo sons com a voz e vislumbramos um espetáculo onde fizéssemos caminhozinho em pessoas da platéia projetando a imagem capturada ao vivo das costas do tabuleiro em um telão, com músicos improvisando sobre as imagens ou uma exposição com vídeos de partidas de caminhozinho musicadas por diferentes compositores, o que seria uma “opera digital”

Segunda 16/fev
Propus que voltássemos a investigar alguns jogos de tabuleiro (não humano). Mostrei os desenhos de Bosque e Quadrante que havia feito. Nos detemos em Bosque que é composto de um tabuleiro pontilhado e desenvolvemos várias possíveis regras para ele.
Na parte da tarde, desenhamos um protótipo de tabuleiro e fomos incorporando novas regras conforme desenhávamos.
Michel e Gabi mostraram o jogo Tapinha que começaram a desenvolver e jogamos uma partida.

Terça 17/fev
Fizemos uma versão em escala humana de Bosque onde usamos toquinhos de madeira no chão ao invés de pontos no papel. E corremos pelo salão ao invés de dedos no tabuleiro.
Pensamos em aprimorar este jogo que poderia ser materializado em círculos de borracha colorida.
Fizemos mais testes de Caminhozinho com som que foram descartados.

Quarta, 18/fev
Fizemos uma sessão de Caminhozinho sentados no banco. começamos a escrever as regras e recomendações ao jogadores e tabuleiro. De noite jogamos Costinha e Bosque.

Quinta, 19/fev
Jogamos caminhozinho pela manhã e fizemos um pequeno vídeo teste de como poderia ser a Ópera digital enquadrando apenas as costas do tabuleiro.

Sexta, 20/fev
Pela manhã jogamos Sirva-se pero da cachoeira. Depois fizemos duas partidas de caminhozinho fotografadas. uma incluindo tinta e outra barro. De noite jogamos Bosque.

Sábado, 21/fev
Jogamos sirva-se com muitos visitantes que chegaram a Terra UNA.

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