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Posts from the ‘diário’ Category

Relato oficinas desmapas

07/01/2010

nadamguerra

Oficina Desmapas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e na Escola Angel Vianna

Nas duas oficinas que oferecemos no Parque Lage, jogamos Caminhozinho com os participantes e induzimos a que descobrissem as regras que guiam o jogo. Essa busca pela descoberta das regras fez com que fossem pouco a pouco se aproximando dos princípios do jogo, os motivos pelo qual ele foi criado.

Avaliando estas experiências percebemos que mais importante que as regras são estes princípios. Chegamos a palavras chaves e conceitos. Mas como vivenciar estes conceitos? Não estamos interessados em uma teoria, mas em uma prática corporal, então, cada um dois conceitos tem de poder ser transmitido pelo corpo e pela experiência.

Aproveitamos a oportunidade seguinte em que trabalhamos com alunos da escola de dança para fazermos uma oficina diferente das anteriores no Parque Lage. Começamos por fazer exercícios em que cada um experiencia descobrir a si mesmo com a polpa do dedo. Em seguida descobrir o espaço ao seu redor, os diferentes meios por onde o dedo caminha, chão, parede, corpo, ar. E então introduzimos o idéia de caminhar com o dedo também pelo corpo dos outros participantes. Foi uma experiência muito rica, pois foi para nós também como se redescobríssimos os princípios. E princípios podem levar a muitos fins.

Depois da oficina conversamos sobre a presença na ponta do dedo. Fizemos um experimento de ver a diferença entre um ponto no corpo e um ponto no espaço. E a diferença entre um ponto seguido de outro e um ponto seguido de um caminho e um ponto. O que diferencia o ponto e o caminho percorrido pelo dedo ou apenas um movimento de mão é esta presença que imbuímos a ponta do dedo.

Esta para mim, foi a grande revelação do dia. E fiquei comigo pensando que se podemos com nossa intenção psiquica/energética transferirmos nossa presença para a ponta do dedo, será possível também deslocá-la para qualquer parte do corpo, ou mesmo para toda a superfície da nossa pele.

Há que se experimentar.



Caminhozinho na durex no panorama de dança

11/17/2009

nadamguerra

Caminhozinho – minha visão enquanto tabuleiro.

10/26/2009

gabiduvivier

Por Gabriela Duvivier

Caminhozinho – minha visão enquanto tabuleiro.

Ao meu ver Caminhozinho torna visível os caminhos invisiveis aos olhos: os caminhos para o encontro. Cada um de nós com nossas vidas tão turbulentas e atarefadas vive isolado, uma ilha num vasto oceano. Neste jogo as ilhas se encontram em arquipélogos.

Caminhozinho é o jogo do encontro, e por isto, também é o jogo da despedida.

O tabuleiro é a testemunha calada que presencia na suas costas as idas e vindas, momento a momento, quando os caminhantes surgem ao tocar seu corpo e somem, desaparecendo no espaço.

Apesar de aparentemente passiva a pessoa-tabuleiro ocupa um lugar essencial, o palco, onde tudo se manifesta, sem ela o jogo não acontece. Mas para que os intérpretes-jogadores possam realmente traçar nas suas costas os encontros e separações, o tabuleiro tem que estar vazio.

Isto não é fácil, e talvez seja até pedir de mais do público que vem assistir ao espetáculo. Para mim, ser o tabuleiro é o mais difícel: simplesmente escutar esta dança que acontece nas suas costas, esta dança da existência, entre o ser e o deixar de ser. O caminho que se percorre de um ponto a outro, este caminho temporal, efêmero que todos nós percorremos, deixando para traz rastros de diversas formas, caminhos invisíveis aos olhos.

Caminhozinho deveria se chamar, pequeno caminho do nascimento à morte. Mas isto é apenas a visão de um simples tabuleiro como eu. O que voce vai achar pode ser diferente. Então que tal uma partida? Quer ser o tabuleiro?

diário por Michel dos últimos dois encontros

05/13/2009

michelgroisman

Diário por Michel dos últimos dois encontros:

Terça: Neste dia surgiram algumas questões: como acabar uma partida ? Colocar ou não as mãos ao final para “apagar” o tabuleiro ? O que fazer entre uma partida e outra para renovar o “frescor” dos jogadores ?

Quinta: Neste dia surgiram algumas questões: Como renovar a conexão entre todos os jogadores ? (pois é importante que todos os jogadores estejam conectados) Combinamos que se um jogador levanta as duas palmas os outros deverão fazer o mesmo gesto. Isto significa tempo-atenção-conexão. Em seguida o jogo continua. E este recurso poderá ser usado sempre que alguém se sentir desconectado ou achar que outro está desconectado do grupo. Os jogadores zelam pela integração do grupo durante a partida, de modo que o tabuleiro não identifique claramente quando está sendo tocado por apenas um jogador ou por mais de um, como se todos os jogadores formassem um único corpo com muitas mãos.

Também falamos de um outro recurso para se renovar a conexão: os jogadores tocarem um no outro como extenção do tabuleiro.

Pergunta: será que é preciso um jogador olhar para o outro como sinal-confirmação de que “estamos juntos” ?

Também falamos sobre a questão da respiração do jogo. De uma partida ter “altos e baixos”, “crescendos e decrescendos”, ou seja, da partida ser como uma respiração, e não algo retilínio.

Uma sugestão: um mesmo jogador evitar usar as suas duas mãos no início de uma partida, de modo a dar mais espaço para o dialogo com o outro – seja incompleto para que o outro possa te completar. Foi um bom jogo ? você se sentiu completado e completando o outro?

relato Gabi

05/07/2009

michelgroisman

Encontro do dia 2 de Abril.

Nos encontramos, Eu (Gabi), Michel , Nadam e Jaya. Apos colocar o papo em dia surgiu a questão de porque, qual seria a nossa motivação de estar fazendo Caminhosinho.

Eu comecei dizendo que a minha motivação era estar experienciando uma nova forma de comunicação, uma comunicação sensorial não racional. Que é vivenciada pelos que jogam e tambem pelo tabuleiro, aquele que recebe.

Nadam falou depois, ele disse que a motivação dele era ter uma estrutura para experimentar o fluxo da vida , como em um laboratório, delimitar para aprofundar,  simplificar  para entrar no universo

Todos nós conversamos muito a respeito

Pensamos que era como calmar os estimulos, milhares que temos na vida diaria e delimitar um espaço para experimentar a dinamica da vida.

Jaya mencionou a não mente e estar criando sobre o outro. Também disse que sua motivação era esta comunicação sensorial. Trouxe a questão de se estar percebendo e recebendo a arte com outros órgãos.

Com que orgão voce percebe a arte?

Conversamos sobre aquele que é o receptivo no caminhosinho, O Tabuleiro ( o que observa o jogo, o receptor)

Percebemos que o Tabuleiro também tem grande participação na criação do jogo, que ele é criativo. Que ele tem grande responsabilidade pelo jogo que se joga nele, apesar de parecer totalmente passivo. E isto tambem se estende a plateia que vai assistir a um espetáculo, ela esta criando junto.

Podemos perguntar ao tabuleiro:

-Voce teve uma experiencia criativa?

Esta seria a criatividade perceptiva.

Pensamos tambem na motivação para se estar jogando Bosque.

Percebi que para mim era mais difícil encontrar a minha motivação de se jogar o Bosque do que se jogar Caminhosinho.

Bosque seria um jogo de como respondo a estímulos –atenção, – escuta,-relação, visão global ( o eu e o todo).

Bosque é como andar em São Paulo e Caminhosinho é como andar num templo Zen.

Ambos os jogos são jogos de auto conhecimento.

Conversamos que seria legal ter tudo pronto para fazermos os eventos em Agosto.

Michel ficou de falar com a Claudia do parque Lage e tambem com o Mac.

Para esta proxima residencia em Terra Una que deve acontecer do dia 12 de Abril ao dia 19 do mesmo mes, ficamos de levar algumas ciosas:

- Tabuleiro do Bosque : pano, papel, EVA.

- Argila.

- fitas-video.

- lugares para sentar: banco shiatsu, bola, banco.

- teclado e mouse para o computador.

- lona azul.

Jogamos caminhosinho no final, e foi maravilhoso ! Foi o melhor jogo que ja jogamos, havia muita sintonia entre os participantes. Nadam era o tabuleiro, eu , Jaya e Michel eramos os jogadores.  O jogo durou um bom tempo e foi dividido em duas partes. No final da primeira eu achei que tinha terminado e então Michel  voltou, e nós entramos.

Eu resolvi fazer um movimento diferente, empregar um outro andamento, então teci uma linha de um ponto ao outro rapidamente, e depois a Jaya tambem fez o mesmo. No final Nadam disse que foi muito bom tirando uma parte … advinha qual foi?

Pois é este momento de se mover mais rápido deu uma distoada e causou uma dispersão.

Então aqui vai um recado para os jogadores: Não tente ganhar o jogo sozinho.

Diário (Terra UNA, fevereiro)

03/28/2009

nadamguerra

Sexta, 13/fev/09
Retomamos o projeto com uma imersão em Terra UNA
Viajem, chegada.

Sábado 14/fev
Relembramos os procedimentos básicos do caminhozinho, jogo em que uma pessoa é o tabuleiro e os demais traçam um caminho em seu corpo:
Entradas: portal ou semente
Estar: caminho ou ponto
Saídas portal ou semente
Provamos o caminhozinho com o tabuleiro deitado e com o tabuleiro sentado abraçado a uma bola

Domingo, 15/fev
Fizemos novas sessões de caminhozinho ressaltando a “personalidade” individual de cada dedo com alterações de ritmo e contrastes mais marcados.
Ao final do encontro provamos fazer caminhozinho emitindo sons com a voz e vislumbramos um espetáculo onde fizéssemos caminhozinho em pessoas da platéia projetando a imagem capturada ao vivo das costas do tabuleiro em um telão, com músicos improvisando sobre as imagens ou uma exposição com vídeos de partidas de caminhozinho musicadas por diferentes compositores, o que seria uma “opera digital”

Segunda 16/fev
Propus que voltássemos a investigar alguns jogos de tabuleiro (não humano). Mostrei os desenhos de Bosque e Quadrante que havia feito. Nos detemos em Bosque que é composto de um tabuleiro pontilhado e desenvolvemos várias possíveis regras para ele.
Na parte da tarde, desenhamos um protótipo de tabuleiro e fomos incorporando novas regras conforme desenhávamos.
Michel e Gabi mostraram o jogo Tapinha que começaram a desenvolver e jogamos uma partida.

Terça 17/fev
Fizemos uma versão em escala humana de Bosque onde usamos toquinhos de madeira no chão ao invés de pontos no papel. E corremos pelo salão ao invés de dedos no tabuleiro.
Pensamos em aprimorar este jogo que poderia ser materializado em círculos de borracha colorida.
Fizemos mais testes de Caminhozinho com som que foram descartados.

Quarta, 18/fev
Fizemos uma sessão de Caminhozinho sentados no banco. começamos a escrever as regras e recomendações ao jogadores e tabuleiro. De noite jogamos Costinha e Bosque.

Quinta, 19/fev
Jogamos caminhozinho pela manhã e fizemos um pequeno vídeo teste de como poderia ser a Ópera digital enquadrando apenas as costas do tabuleiro.

Sexta, 20/fev
Pela manhã jogamos Sirva-se pero da cachoeira. Depois fizemos duas partidas de caminhozinho fotografadas. uma incluindo tinta e outra barro. De noite jogamos Bosque.

Sábado, 21/fev
Jogamos sirva-se com muitos visitantes que chegaram a Terra UNA.

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